sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Transporte de Rochas - Comissão realiza testes para transporte de enteras em caçambas

Extraído do site da Revista Inforochas.

A proposta ainda será encaminhada parra a Câmara Temática de Rochas Ornamentais para apreciação

Motivo de dúvidas entre os empresários do setor, o transporte dos blocos menores de rochas, as chamadas enteras, poderá passara ser feito em caminhões tipo caçamba. É o que defende a comissão técnica formada pelo Sindirochas, Centrorochas, Detran, empresas de transporte, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-ES), que irá encaminhar a proposta para apreciação da Câmara Temática de Rochas Ornamentais para a sua possível regulamentação pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

"Segundo a Resolução 264, o bloco de rocha ornamental é considerado carga indivisível e, por isso, seu transporte deve obedecer à proporção de uma unidade para cada carregamento. Essa decisão gerou muitos questionamentos quanto ao que fazer com as enteras que, por terem dimensões menores que as travas fi xas exigidas pela norma, não podem ser amarradas ao carro transportador", explica a superintendente do Centrorochas e membro da comissão, Olívia Tirello.

Além disso, elas podem ser transportadas em maior quantidade sem deixar de obedecer ao limite de peso estabelecido pelo Contran. “Analisando esses fatores, o grupo chegou à conclusão de que as enteras podem ser transportadas em caçambas de forma segura, sendo necessário fazer apenas o travamento dos blocos com madeira”, explica.

Para legitimar a proposta, a comissão realizou um teste no dia 2 de setembro, com o objetivo de confi rmar o comportamento das enteras quando transportadas em fundo de caçambas. Participaram, além da superintendente do Centrorochas, o presidente do Cetran/ES, Marcelo Ferraz Goggi, o engenheiro consultor do Sindirochas, Wilmar Barros Barbosa, e o assessor institucional do Sindirochas em Vitória, Gilson Tassinari.

Os resultados obtidos no teste foram bastante satisfatórios, com apenas um deslocamento das enteras para frente após uma freada brusca ocasionada por condições adversas no tráfego. Porém, foram mantidas as distâncias laterais e transversais, comprovando a segurança desta modalidade de transporte.

Adamag inaugura central para tratamento de resíduos

Extraído do site da Revista Inforochas

O local, licenciado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), já está recebendo subprodutos do beneficiamento de mármore e granito

Resíduos resultantes da extração de mármore e granito já têm um espaço para correta destinação evitando danos ao meio ambiente. Desde agosto deste ano, está em operação, em Cachoeiro de Itapemirim, a Central de Tratamento de Resíduos da Associação de Desenvolvimento Ambiental do Mármore e Granito (Adamag).

Apesar da Central já estar em funcionamento, a inauguração oficial da sede da entidade está marcada para o dia 6 de novembro. O presidente da Adamag, Eduardo Petersen Guidi, explicou que, ao longo de três anos, a associação lutou pelo desenvolvimento sustentável do setor de rochas ornamentais, o que resultou na conclusão das obras da Central de Resíduos, exigências dos órgãos ambientais para Licença de Operação (LO) das indústrias.

“A Adamag está dando um passo muito grande, levando o empresariado a ter uma visão ambiental mais ampla; a de que é possível promover a sustentabilidade e se enquadrar às normas ambientais vigentes”, analisou Guidi.

Para Guidi, o funcionamento da Central de Tratamento de Resíduos resolve os problemas de muitas empresas da região, que se encontram com os parques industriais sobrecarregados de resíduos, também conhecidos como subprodutos.

“Não tiramos a responsabilidade das empresas, a Adamag simplesmente ajuda a gerenciar a parte ambiental dos associados". A entidade foi licenciada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para receber subprodutos de empresas beneficiadoras, em 28 de abril de 2009 e, desde então, iniciou os trabalhos de construção da Central de Resíduos.

REFLORESTAMENTO

Em parceria com a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, a Santa Casa de Misericórdia e produtores rurais da região, a Adamag conseguiu ainda o equivalente a 103 mil metros quadrados de terra para reflorestamento. A medida foi adotada para cumprir o compromisso firmado com o Ministério Público Estadual para “saldar” a dívida de décadas com o meio ambiente, tempo em que os resíduos não foram corretamente tratados. Segundo Guidi, 95% do Termo de Ajuste de Conduta, firmado em novembro de 2007, já foram cumpridos, finalizando sua totalidade até novembro deste ano.

Saiba mais

A lama abrasiva resultante do processo de industrialização do mármore e granito tem alta concentração de cal e ferro, que, em contato com o lençol freático, pode trazer danos à saúde da população. Na Central de Tratamento de Resíduos da Adamag, o material é acondicionado em locais especialmente preparados que impedem a infiltração das substâncias para o solo.

A Central atende a 72 empresas e tem capacidade de funcionamento estimada para 14 anos. Criada em Junho de 2006, com o intuito de conscientizar as empresas do setor de rochas ornamentais quanto às suas responsabilidades para com o Meio Ambiente, a Adamag tem como objetivo encontrar soluções coletivas para o tratamento dos resíduos e subprodutos gerados nos processos produtivos das respectivas empresas situadas em Soturno e Gironda, em Cachoeiro de Itapemirim.

Para isso, foi construída a Central de Tratamento de Resíduos, implantada numa área de 145 mil metros quadrados de terra na região da Fazenda Monte Líbano.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Rochativa amplia projetos sociais

Extraído do site da Revista Inforochas

Os projetos realizados pela Rochativa – instituição social das entidades e empresas do setor de rochas ornamentais – vêm beneficiando cada vez mais crianças e adolescentes. No último dia 13 de setembro foi realizadoum torneio esportivo, reunindo mais de 300 estudantes do projeto “Cidadãos do Amanhã”, em Cachoeiro de Itapemirim.
As atividades aconteceram no Estádio de Futebol João Daróz, em Soturno, das 8 às 15 horas, onde foi realizado um torneio de futebol entre times de Soturno e Gilson Carone, além de provas de atletismo nas categorias “dentinho”, mirim e juvenil.
Além disso, as crianças assistiram a uma apresentação teatral do grupo de recreação do Sesi. “Este foi o primeiro evento envolvendo todo o projeto e estamos planejando fazer outros. Foi muito positivo. Nessas atividades, além da parte esportiva, trabalhamos com valores, competências e socialização dos participantes”, explicou Telma Azevedo, presidente da Rochativa.
Telma destacou que a ampliação dessas ações é possível devido ao envolvimento dos associados e às parcerias. “Começamos atendendo em torno de 150 crianças, em Gilson Carone e Soturno. Hoje, já são mais de 300 envolvidos nos projetos. Quanto mais empresas despertarem para a responsabilidade social e mais voluntários forem envolvidos, mais pessoas serão benefi ciadas”, destacou Telma.
CAPACITAÇÃO
Entre os novos projetos, estão cursos de capacitação profi ssional e inclusão social, oferecidos em parceria com o Sesi e Senai de Cachoeiro. Já estão sendo oferecidos cursos como Informática e Economia Doméstica.
Até o final do ano, também começam as aulas nos cursos profi ssionalizantes de Eletricista Predial e Soldador. Neste caso, será voltado para jovens de 17 e 18 anos que, ao concluírem o curso, poderão ser absorvidos pelas empresas do setor.
Seja sócio
Com apenas dois anos de fundação,a Rochativa já atende a mais de 300 crianças, em ações sociais, educacionais, profissionalizantes e esportivas.Hoje, a entidade conta com 37 empresas associadas e apoia projetos nas comunidades de Soturno, Gironda e Gilson Carone, entre eles o “Cidadãos do Amanhã” e “Villagindo”.
Além disso realiza, anualmente, o Gourmet Rochas, evento beneficente cuja arrecadação é destinadaaos projetos sociais. Sua empresa também pode participar deste grande projeto social, contribuindo com um valor a partir de R$ 50,00.
Para mais informações, entre em contato com a Rochativa, no telefone (28) 3521-8058 ou pelo e-mail secretaria@rochativa.org.br .

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Exportações de blocos registram saldo positivo

Extraído do site da Revista Inforochas

Após uma série de resultados negativos devido à crise, o setor de rochas voltou a registrar saldo positivo nas exportações de blocos.Segundo o balanço elaborado pelo Centrorochas, as exportações brasileiras de blocos em agosto de 2009 alcançaram US$ 17,4 milhões, 48,8% a mais do que no mesmo mês em 2008. As vendas capixabas, por sua vez, cresceram 51,7% em relação ao mesmo período do ano anterior,chegando a US$ 7,8 milhões.

"Para chegar a esses índices, o setor de rochas fez mudanças em todos osníveis. As empresas revisaram seus custos, aplicando novas medidas de gestão e reduzindo despesas para se adequar à nova configuração da economia mundial. Além disso, a busca de mercados alternativos a o mercado americano foi feita com grande competência pelo setor", comenta a superintendente do Centrorochas, Olívia Tirello.

“O aumento nas exportações de blocos é significativo para o setor e é resultadode alguns fatores”, destaca. Um desses fatores é que a maior parte das exportações de blocos é feita com materiais de segunda e terceira linha, que possuem menor valor de mercado, enquanto os materiais de primeira linha, mais caros, são beneficiados, em sua maioria, aqui no Brasil.

“Outro fator que ref lete bem as exportações de blocos é que, neste caso, o modelo comercial dá maiores garantias de recebimento ao exportador, com vendas, na maioria das vezes, sendo feitas com preço à vista. Diferente do material beneficiado, que normalmente é vendido a prazo”, salienta Olívia.

Segundo a superintendente, rever a forma de dirigir um empreendimento representa sempre melhoria para todos. “A crise veio como um alerta de que não podemos confiar quando imaginamos que tudo está indo muito bem. Ficou provado com esta crise que a situação pode mudar rapidamente, e nem sempre para melhor. Ficar alerta a partir de agora é a meta”, orienta.

Segundo Olívia, a meta do setor, atualmente, é fechar o ano com, no mínimo, os mesmos números de 2008. “Estamos trabalhando para isso e temos a confiança de conseguir alcançar. Para 2010, dependendo da reação mundial, poderemos pensar em um pequeno crescimento, algo como 5% já seria muito bom”, afirma.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cai número de acidentes de trabalho no setor de rochas

Extraído do site Gazeta Online

O setor de rochas ornamentais – trabalhadores e empresários – têm uma boa notícia para comemorar: a redução pela metade de acidentes de trabalho com vítimas fatais. O número de mortes caiu de cinco, de janeiro a setembro de 2008, para duas no mesmo período de 2009. "É uma excelente notícia, porque vidas estão sendo preservadas", comemora o procurador do Trabalho em Cachoeiro de Itapemirim, Djailson Martins Rocha.

Várias justificativas são apontadas pelo procurador para a redução dos acidentes com vítimas fatais: treinamento dos trabalhadores, a atuação forte do Ministério Público e do Ministério do Trabalho nas ações de fiscalização e ainda a retração da atividade por conta da crise financeira global. Mas, a mais eficiente delas é a capacitação os trabalhadores para o exercício da profissão.

O programa de treinamento desenvolvido pelo Ministério do Trabalho (MPT) em parceria com sindicatos e várias outras entidades já treinou três mil trabalhadores em todo o Estado. "Foi montado um curso prático e segurança no trabalho e movimentação de cargas", explica o procurador. A meta é que até o final de 2010 todos os trabalhadores do setor, que são cerca de 23 mil, tenham recebido o treinamento.

O procurador disse estar satisfeito com a constatação da queda drástica nos acidentes com vítimas fatais. O Ministério Público, lembra participa dos dois lados da situação: a repressão e a educação. Nas ações realizadas nos últimos dois anos, que resultou na interdição de várias pedreiras, houve a repressão e a exigência do cumprimento da lei.

Na etapa posterior veio a educação, com o treinamento dos trabalhadores. "Às vezes as coisas não acontecem por falta de iniciativa. A parceria que conseguimos formalizar e os resultados obtidos nos indica que estamos no caminho certo", destacou Rocha. Ele lembra que o setor de rochas ornamentais responde por aproximadamente 7% da economia capixaba.

A Comissão Permanente de Segurança (CPS-Rochas) se encarrega de acompanhar o treinamento dos trabalhadores que é ministrado, na maioria das vezes, nas próprias empresas. Na segunda fase, os treinamentos serão feitos com os trabalhadores que atuam nas pedreiras, informa o presidente do Sindimármore, Aguinaldo Grillo.

Ele conta que no início dos treinamentos algumas empresas apresentaram resistência, mas agora as ações estão fluindo melhor. A preocupação do presidente do Sindimármore é a dificuldade que a comissão tem de acompanhar todos os cursos e saber se, realmente, o conteúdo está sendo todo passado aos trabalhadores.

Números

15 vítimas

Foi o número de trabalhadores que morreram em acidentes de trabalho em 2008. No período de janeiro a setembro, foram cinco mortes. Neste ano, no mesmo período, o número caiu para duas mortes.

sábado, 3 de outubro de 2009

Brasil é destaque na Marmomacc

Extraído do site da Milanez & Milaneze
O Brasil estará representado em pelo menos três dos onze Pavilhões de exposição da Marmomacc – Mostra Internacional de Mármore, Granito e Tecnologia, em Verona, Itália, além de uma área de destaque no Centro de Serviços e Imprensa, entre os Pavilhões 6 e 7, onde estará presente o stand da Feira do setor de rochas do Brasil, a Vitória Stone Fair.
Os principais produtores de mármores, granitos e outras rochas ornamentais do Espírito Santo e do Brasil, estarão expondo seus materiais e rica diversidade em áreas coletivas do Brasil, nos Pavilhões 11 e 10, respectivamente.
Pela primeira vez, através de uma parceria entre o SEBRAE/ES, MAQROCHAS e a Milanez & Milaneze, a tecnologia brasileira para o setor de pedras também estará presente na Feira de Verona. Estarão expondo no Hall 3, as empresas: Cimef, Rochaz, Rosh e Ventowag.
Repetindo as ações de promoção do Brasil e divulgação da potencialidade do setor de rochas ornamentais brasileiro, a Vitória Stone Fair tem lugar de destaque junto aos principais órgãos de promoção e imprensa internacional.
“O Brasil hoje desperta o interesse do mercado mundial, tanto pela sua diversidade e capacidade de produção, como pelo seu mercado consumidor, e as Feiras Internacionais do Mármore e Granito – Vitória Stone Fair e Cachoeiro Stone Fair, têm um papel fundamental para a divulgação do setor”, afirma Cecília Milanez Milaneze.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tecnologia

Extraído do site da Revista Inforochas
Terminou no dia 11 de setembro o prazo para a adoção integral de ferramentas de corte e acabamento a úmido nas marmorarias, seguindo a Portaria nº 43 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O objetivo da portaria é acabar com a dispersão da poeira nestes locais, tornando o ambiente de trabalho menos insalubre e evitando a propagação de doenças respiratórias, como a silicose. O documento também proíbe a utilização de máquinas adaptadas que não tenham sido projetadas especificamente para o trabalho a úmido.
O Sindirochas e o Cetemag vêm desenvolvendo um trabalho relativo a essa questão. "Por se tratar de um assunto de grande importância e que influenciará nas atividades das marmorarias, o Sindirochas e o Cetemag têm ouvido e continuarão ouvindo esse segmento no sentido de que ele continue desenvolvendo ações que possibilitem sua adequação e adaptação à Portaria 43", ressaltou o superintendente do Sindirochas, Romildo Tavares.
Além da troca de equipamentos, as regras promovem mudanças em todo o modo de trabalho das marmorarias, incluindo planejamento para a montagem da rede de ar, aquisição de compressores e uso de ferramentas e abrasivos específicos.
As ferramentas pneumáticas apresentam-se como alternativa ferramental viável para a utilização em processos de acabamento a úmido, existindo diversos modelos e marcas no mercado nacional para a escolha dos marmoristas. Seu modo de trabalho também é bastante semelhante aos equipamentos convencionais, com a vantagem de ter uma vida útil maior. Além disso, são mais leves e produzem níveis menores de ruído e vibração.
“Todavia é essencial proceder com a correta manutenção da rede pneumática, controlando a presença de umidade interna para não ocorrer a oxidação das peças do ferramental. Este também deverá ter lubrificação e vedação adequada”, destaca o vice-presidente do Cetemag, Vinícius Valiati.
Um item essencial para começar a trabalhar com esta tecnologia é a aquisição de um compressor, que preferencialmente deve ser do tipo parafuso. Complementam a rede pneumática, a tubulação de distribuição, saídas de ar, sistema lubrificante e filtros.
Segundo Valiati, o investimento inicial básico para uma marmoraria que utiliza um compressor parafuso, duas lixadeiras ou esmerilhadeiras e 10 metros de rede pneumática, será em torno de R$ 30 mil. “Outras despesas podem ocorrer caso seja necessária a adequação do piso, rede de drenagem, entre outros”, informa.
Para ele, a mudança que está ocorrendo nas marmorarias em virtude desta necessidade também levar em consideração o aperfeiçoamento da organização dos equipamentos e áreas de produção da empresa, a fim de aumentar o lucro com maior produtividade. “Cuidados com a eficiência, assistência técnica, custo de manutenção, vida útil e custo benefício dos equipamentos devem ser avaliados com muita atenção, para que o investimento realizado traga retorno no menor prazo possível”, acrescenta.