domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cidades das Pedras

Extraído do site da Revista Inforochas

Responsável pela maior parte das exportações de rochas ornamentais do Brasil, o Espírito Santo possui cidades cuja economia e voltada prioritariamente para a exploração dessas matérias-primas, o que coloca o Estado em posição de destaque no segmento. Entre elas estão as cidades de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Baixo Guandu, alem de Nova Venécia e Barra de São Francisco, também referencias no setor.

Com o maior parque industrial de beneficiamento de rochas ornamentais do Espírito Santo, o município de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, apresenta na 33a Vitoria Stone Fair o potencial do Arranjo Produtivo Local (APL), com o objetivo de atrair novas empresas do setor para a cidade.

Dos 25 milhões de metros quadrados de rochas que o Estado processa por ano, 70% são beneficiados em empresas cachoeirenses.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Cachoeiro de Itapemirim, Ricardo Coelho, as perspectivas do setor para este ano são boas. “No mercado interno, temos o aquecimento do setor imobiliário e da construção civil, potencializado pela preparação para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos. No mercado externo, a expectativa e que as taxas de crescimento da exportação se mantenham”, destaca.

Colatina

Sede de grandes jazidas de granito no Espírito Santo, o município de Colatina, no Norte, vai contar com a implantação de um Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex), que esta sendo requerido junto a Secretaria da Receita Federal pela empresa Centronorte Logística Integrada, como forma de atrair empresas do setor de rochas ornamentais para a região.

O secretario municipal de Desenvolvimento Econômico, Fernando Valverde, explicou que, com investimentos no terminal de cargas Centronorte, inaugurado em 2005 e com acesso direto via linha férrea ao Porto de Vitoria, será possível retirar parte das 300 carretas que circulam pela cidade, por dia, com blocos de granito.

“Queremos atrair mais indústrias e facilitar os negócios do setor.", disse o secretario. Valverde destacou que empresas de grande porte do setor, que possuem pedreiras no município, já estão com projetos para instalar filiais e beneficiar os blocos na região, com investimentos de mais de R$ 60 milhões.

Baixo Guandu

Com a maior reserva em exploração de granito verde labrador do Brasil e um novo pólo industrial, o município de Baixo Guandu, na região Norte do Espírito Santo, quer se tornar referencia na extração e no beneficiamento da pedra ornamental.

A secretaria municipal de Desenvolvimento, Industria e Comercio, Lu Cardoso, explicou que o município possui hoje 20 mineradoras e busca atrair empresas beneficiadoras para se instalarem na cidade, agregando valor a produtos e exportações.

“Atualmente, a atividade e estritamente mineraria. Não ha industrias beneficiadoras, e as empresas acabam enviando as pedras para outros pólos de beneficiamento ou exportando os blocos para países como a China”, explicou a secretaria.

Da produção do granito verde labrador da cidade, 40% se destinam ao mercado nacional, com a comercialização de chapas e blocos para as serrarias. Já os 60% restantes são exportados.

Instalado em parceria com a Superintendência de Projetos de Polarização Industrial (Suppin), a primeira fase do pólo industrial de Baixo Guandu possui 36 lotes, que totalizam 215,1 mil metros quadrados de área disponível para a implantação de empresas de qualquer setor econômico.

Mármore e granito não saem de moda

Extraído do site da Revista Inforochas

Jose Daher e arquiteto e possui 32 anos de experiência no mercado da decoração

Quando o assunto é decoração, a palavra tendência não serve para definir a utilização de mármore e granito. Para o arquiteto Jose Daher, que possui 32 anos de experiência na área, esses materiais nunca saem de moda, por isso devem ser usados com uma visão de perenidade, sem risco de os ambientes ficarem ultrapassados.

“As pedras, mármore ou granito, são materiais nobres e diferenciados, principalmente pelo fato de serem naturais.

Elas precisam ser usadas com critério, uma vez que tem vida útil longa. Não são materiais para serem substituídos em pouco tempo. Se bem utilizados, não perdem a atualidade”, disse.

Trabalhando rotineiramente na elaboração de projetos sofisticados, nos quais muitas vezes as rochas ornamentais são utilizadas, Jose Daher da algumas dicas sobre as melhores formas de aplicá-las. “Para piso e parede, prefiro sempre os tons claros e aplicados com a dimensão maior possível, para aproveitar melhor a chapa”.

Entre os preferidos de Daher estão o mármore branco e o granito Branco Siena, das rochas brasileiras. Entre os importados, os mármores Carrara e o Boticino. Segundo o arquiteto, são materiais de visual clean, que recebem bem tanto uma ambientação mais moderna ou mais “classuda”.

Jose Daher destaca que, na hora de compor um ambiente, e importante valorizar as rochas ornamentais, fazendo com que elas, pela exuberância que possuem, sejam as protagonistas da decoração. “E preciso ter cuidado com o uso dos demais elementos, para que sejam sóbrios. Por isso, são ótimas opções a laca, os tecidos lisos e os espelhos. E preciso dar excelência aos produtos naturais e, neste caso, nobres.

Os demais objetos devem entrar na composição como coadjuvantes”, sugeriu.

Alem da aplicação das rochas ornamentais nos ambientes, Jose Daher comentou que o mármore e o granito podem ser usados na composição de moveis, fazendo com que o ambiente fique mais sofisticado. “Costumo desenhar moveis associando mármore e granito a madeira ou a laca, principalmente para escritórios de médio e grande porte”.

Certificado de Origem Digital

Extraído do site da Revista Inforochas

A Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), da Confederação Nacional da Industria (CNI), oferece aos exportadores a emissão online do Certificado de Origem, documento que comprova a nacionalidade do produto.

Com o serviço informatizado, que esta disponível nas federações de industrias dos estados e do Distrito Federal, o tempo médio de emissão do documento caiu de dois dias, contados desde o momento em que a empresa começa a preencher as informações ate receber a aprovação, para apenas 15 minutos, em media.

O novo sistema evita erros, reduz os custos com a burocracia e da maior segurança ao exportador. Através da ferramenta, e possível acessar um banco de dados único e disponível em todo território nacional.

Novidade Velha

Extraído do site da Revista Inforochas

Ha alguns anos, enviamos a todos os associados um comunicado sobre a renovação da Licença de Operação (LO) com validade de seis anos. Não temos noticia de que a mesma tenha sido concedida a empreendedor do setor de rochas ornamentais. Mas tudo bem. Pode ser que não a tenham mesmo requerido, embora essa licença já tenha sido concedida para outras atividades, como para pedreiras voltadas a produção de brita.

Considerando que os nossos produtores de rochas ornamentais disporão de bastante tempo para uma boa leitura durante a realização da 33a Vitoria Stone Fair (essa ironia vai me custar caro e talvez ate minha velha cabeça), sugiro, mais uma vez, que leiam, para posteriormente utilizarem, a Resolução Consema no 003, de 07 de maio de 2009.

E nela que estão contidos todos os requisitos, critérios e procedimentos para a obtenção da renovação da Licença de Operação (LO) com prazo Maximo de validade de seis anos.

Algumas dicas sintetizam pontos que todo empreendedor precisa saber. Uma delas e sobre a norma que regulamenta a concessão da renovação da Licença de Operação. Essa renovação só e expedida quando atendidos os critérios e procedimentos estabelecidos na Resolução Consema no 003/09, em consonância com as normas do art. 16, incisos I a III e §§ 3o e 4o, do Decreto no.

1.777-R, de 09/01/2007. (Silcap).

E preciso também ficar atento a documentação necessária para a obtenção da renovação da licença. O requerimento devera ser instruído com a comprovação de atendimento das condicionantes estabelecidas na Licença de Operação, com o Plano de Correção de Não-Conformidades previamente aprovado, de acordo com a auditoria realizada, e com Certidão Negativa de Debito Ambiental (CNDA).

Os planos e programas voluntários de gestão ambiental, implementados pelo responsável pelo empreendimento ou pela atividade, serão considerados pelo órgão ambiental competente na analise do pedido de renovação da LO e utilizados como instrumento de apoio para a verificação das conformidades legais da atividade ou do empreendimento.

O Plano de Correção de Não-Conformidades será considerado regular, se os prazos e condições nele estabelecidos tiverem sido cumpridos ou estiverem em devido cumprimento. As não-conformidades não atendidas pelo empreendedor ate o momento da expedição da licença poderão ser incorporadas, mantendo-se como prazo para atendimento o prazo remanescente no Plano. No site do IEMA, no endereço www.meioambiente.es.gov.br , todos podem ver a integra da Resolução 003/09. O recado esta dado. Desejo que a 33ª Vitoria Stone Fair seja só de sucessos, coroando, assim, mais um ano de intenso trabalho. Como dizia Einstein: ”O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho e no dicionário”.

Rubens Puppin - Geólogo do Sindirochas

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vitória Stone Fair 2012 contará com 420 expositores nacionais e internacionais

Matéria recebida da C2 Comunicação

Evento promete atrair na próxima semana um público superior a 20 mil visitantes e fomentar novos negócios do setor de rochas ornamentais no mercado externo

Considerada a principal feira de rochas ornamentais da América Latina e uma das mais importantes do mundo pela sua diversidade, a Vitória Stone Fair 2012 contará com a presença de grandes empresas nacionais e internacionais, que apresentarão as novidades e a diversidade cultural das pedras ornamentais, da alta tecnologia em equipamentos e de novos insumos.

O evento, que será realizado entre os próximos dias 07 e 10 de fevereiro, no Espírito Santo, contará com a presença do governador do Estado, Renato Casagrande, além de autoridades federais e estaduais e empresários nacionais e internacionais. O secretário Nacional de Geologia e Mineração, Cláudio Scliar, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sérgio Augusto de Souza, já confirmaram presença.

A 33ª edição da Vitória Stone Fair contará com 420 expositores, sendo 110 internacionais de 18 países como Itália, Egito, Espanha, França, Portugal, Índia, Argentina, Grécia, Turquia e outros. A feira ocupará uma área de 32 mil metros quadrados, com uma previsão de mais de 20 mil visitantes de 65 países e de estados brasileiros.

“A feira é uma vitrine privilegiada para a afirmação internacional das enormes potencialidades do Espírito Santo. Somos hoje o estado com a economia mais globalizada do Brasil. E eventos desse porte, com toda a complexidade que cerca sua realização, confirmam a capacidade empreendedora dos capixabas e criam oportunidades para que possamos ampliar e fortalecer ainda mais a nossa posição no mapa do comércio exterior”, ressalta o governador Casagrande.

Para o presidente do Centro Tecnológico do Mármore e Granito (Cetemag) e do Sindicato da Indústria de Rochas, Cal e Calcário do Espírito Santo (Sindirochas), Emic Malacarne Costa, a feira é um evento que reúne todos os envolvidos no processo de produção, extração, beneficiamento e acabamento das rochas ornamentais.

“A feira é o termômetro do mercado de rochas mundial. Nessa edição mostramos para o mundo que o setor está vivo e atuante, se superando a cada dia e buscando soluções para as crises. No aspecto interno, o evento demonstra que somos um grupo sólido dentro da economia no Estado, além de mostrar novos produtos, equipamentos e insumos, consolidando ainda mais o desenvolvimento e maturidade do setor”, destacou.

“A Vitória Stone Fair deste ano comprova a imagem do Brasil no mundo, apostando na diversidade de suas rochas ornamentais e por ser um ambiente favorável para a realização de novos negócios”, ressalta Cecília Milanez, da Milanez & Milaneze, empresa organizadora do evento.

Apoio às exportações

Durante a solenidade de abertura da Vitória Stone Fair, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas) vão assinar um novo convênio para estimular as exportações do setor.

O convênio, construído em parceria, prevê uma série de ações de promoção comercial do setor no exterior durante os próximos 12 meses, beneficiando inicialmente 205 empresas. O documento será assinado pelo presidente da Apex-Brasil, Maurício Borges, e pelo presidente da Abirochas, Reinaldo Sampaio.

A solenidade está marcada para acontecer às 17 horas, no primeiro dia da feira. Logo após a assinatura, os participantes farão uma visita oficial aos estandes do evento.

Salto nas exportações

Segundo dados do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) no período de janeiro a dezembro de 2011, as exportações do setor no Brasil somaram US$ 999,6 milhões, correspondendo a um crescimento 4,22% se comparado ao mesmo período de 2010.

Principal produtor e exportador de rochas ornamentais do Brasil, o Espírito Santo registrou um montante de vendas ao mercado externo de US$ 708,5 milhões, um crescimento de 3,71% se comparado com o ano anterior. Esse valor significou 70% do total exportado pelo País em 2011.

Pelo ranking nacional, os demais estados que registraram uma participação significativa nas exportações brasileiras foram: Minas Gerais, com US$ 213 milhões; Bahia, com US$ 14,2 milhões; Ceará, com US$ 13,4 milhões; e São Paulo, com US$ 11,6 milhões.

Espírito Santo

O Espírito Santo é o grande exportador de manufaturados do Brasil, com participação de mais de 92%, tanto em valor quanto em volume exportado. Além de gerar mais empregos e melhores salários para os trabalhadores do setor de rochas ornamentais, os manufaturados possuem agregado ao valor o processo de transformação das rochas, atingindo um preço médio de US$800 (mais de R$ 1.300) a tonelada, quatro vezes maior que o valor do bloco.

O Brasil é o 8º em exportação de blocos e o 5º maior exportador de rochas ornamentais acabadas, com um mercado que movimenta bilhões por ano, incluindo a comercialização no mercado interno e externo e as transações de máquinas, equipamentos, insumos e materiais de consumo e serviços.

A Vitória Stone Fair 2012 conta com o patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), da Prefeitura da Serra, dos Correios e do Governo Federal, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores – Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, Sistema Findes, Confederação Nacional das Indústrias e Prefeitura de Vitória. A companhia aérea parceira e a TAM e a aliança oficial é a Star Alliance.

Vitória Stone Fair 2012

– Data: 07 a 10 de fevereiro

– ABERTURA SOLENE: 17 horas, no dia 07 de fevereiro

– Hora: 13 às 20 horas (acesso até as 19 horas)

– Informações: www.vitoriastonefair.com.br

Projeto "Collezione Splendore" reúne joias criadas por designers capixabas.

Extraído do site JoiaBR

Da redação - As empresas Brasigran Granitos e Mineração Corcovado convocaram designers de joias para desenvolverem a "Collezione Splendore", com peças que mesclam materiais preciosos usados na joalheria e granito. A capixaba Emar Batalha faz parte do grupo e criou o anel Vitória Régia (foto), feito em ouro com diamantes, esmeraldas e granito lapidado em cabochão.

Todas as peças da coleção estarão expostas no estande conjunto das empresas na Vitoria Stone Fair - Feira Internacional do Mármore e do Granito, que acontece entre os dias 7 e 10 de fevereiro, no Pavilhão de Carapina (Serra - ES). As joias serão leiloadas e a renda revertida para a Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc).